O DIA DO METAL NO ROCK IN RIO
Confesso que não estava muito animado com esse Rock in Rio. Mas, sabe quando lhe dá um instalo, e você pensa: "caramba, vai ser um dia histórico para o metal nacional, preciso estar lá!".
Vocês podem achar que sou louco, mas eu fiquei ansioso para ir exatamente pelas três bandas que iriam abrir o evento, e seria a primeira vez delas no Rock in Rio: Nervosa, Claustrofobia e Torture Squad. E ainda de quebra no line-up do festival teria Slayer, Sepultura, Anthrax e Iron Maiden.
Já vamos voltar às bandas nacionais, antes, vamos contar como chegamos no Rock in Rio:
São Paulo, 15:30 , dia 3 de outubro, após trabalhar, e a chefe me liberar para faltar na sexta-feira depois de muita hora extra, era a hora de pegar o ônibus para o RJ. Muitos roqueiros/metaleiros dentro do bus, eu estava de social-sport, talvez enganando como um cara que nem sabia o que ia rolar na sexta-feira no Rock in Rio. Mas assim que é legal. A surpresa é sempre bem vinda.
Com 6:30 de duração, a viagem finalmente chegará ao fim (com uma pequena parada em Aparecida de meia hora) chegamos na Cidade Maravilhosa. Graças aos deuses do metal que não estava um calor de 40 graus. No Rock in Rio de 2013 a temperatura passava dos 40...
Perguntei para uma garota se era possível pegar um Uber ali na rodoviária da cidade do Rock in Rio. Como eu já previa, ela disse que não. Os taxistas dominam a entrada da rodoviária. Caminhei um pouco e consegui chamar o motorista da uber. Era um simpático vascaíno, que ganhou a maior gorjeta da noite, pois ele não tinha troco. Eu chegava ao meu destino, e agora precisava descansar para a maratona do dia seguinte.
Dormi bem, e acordei empolgado para chegar logo ao Rock in Rio. Comi um dos melhores sanduíches que já provei, um misto-quente com ovos e bacon, era tão caprichado que após matar a larica com três deles, isso serviu de combustível para me dar fome no festival só lá pelas 18 horas.
A estação do metrô Nossa Senhora da Paz era perto de onde eu estava ficando, perguntei para um casal com camisa do Iron Maiden (eles também estavam indo para o RIR). Quase meio-dia, e eu já estava apreensivo para chegar ao festival. Ainda era cedo. Comprei o Rio Card, R$28,00, ele dava direito a pegar o BRT, o ônibus que sairia da estação Jardim Oceânico e nos deixaria na porta do Rock in Rio.
Uma multidão se aglomerava para pegar o BRT, parecia saída de jogo de futebol. O bus demorou pra chegar, e depois que entramos, o veículo demorou um pouco para sair. Todo mundo cantando dentro do BRT, um colombiano fazia a festa gritando: "vamonos... vamonos..." Um calor insuportável.
Ele bebia uma Skol, um brasileiro disse para o colombiano: "você está tomando a pior cerveja do Brasil". Todo mundo caiu na risada.
O mesmo colombiano já pegando o espírito brasileiro bravou: cerveja brasileira, cerveja... só 50 reais.
Quando o ônibus começou a andar, todo mundo gritou como se fosse um gol. E como o transporte coletivo estava lotadíssimo, nas curvas ele quase tombava, e todo mundo também soltava suas vozes como se fosse uma montanha-russa.
Chegamos às 13 horas no gigantesco Parque Olímpico. Com 385 mil metros quadrados, eu diria que é até impossível conhecer tudo em um mesmo dia.
Os portões só iriam abrir às 14 horas. Enquanto isso, na fila, do lado de fora, tinha um palco, onde um belo duo tocava covers, podemos ver de perto, a bela releitura das músicas dos Beatles.
Quase duas hora de tarde e ainda estávamos na fila, o primeiro show, das minas da Nervosa iria começar às 14:40. Seria que daria tempo de assistir? Ainda na fila, na minha frente, em uma coincidência gigantesca, encontrei minha amiga Andrea, a presidente do Claustruth- fã clube do Claustrofobia.
Após passarmos pela revista, conseguimos entrar! Eu comecei a andar rápido, não queria perder o show da Nervosa.
Fernanda Lira (vocalista e baixista), Prika Amaral (guitarrista) e Luana Dametto (bateria) entraram no horário previso. Como muita gente falou, nunca se viu tanta ovação para uma banda de abertura, elas já conquistaram o público nos primeiros acordes. Com quase 10 anos de estrada, a banda na sua discografia conta com três álbuns e dois eps, já se apresentaram em mais de 50 países. A plateia no palco Sunset ia chegando e após as primeiras músicas, já estava lotado, e com vários moshs rolando, a Nervosa fez um show histórico. No palco, Juninho (baixista do Ratos de Porão) filmava com orgulho a sua namorada, Fernanda. Os pontos altos do show foram a homenagem para a vereadora assassinada Marielle Franco e a crítica a união entre política e religião que nos assola hoje em dia. Enquanto o coro uníssono de xingamento ao nosso presidente rolava, a banda não parava e disparava o seu thrash potentíssimo não deixando ninguém parado, na "Into Moshpit" o trio mostrou mais uma vez, como disse nas suas próprias palavras, Fernanda: "acharam que mulher não sabia fazer thrash metal... quem achou tava errado". Palmas para essas três mulheres que aguentaram muita patifaria, para conseguirem realizar um dos sonhos de suas vidas.
Uma historinha off-record: eu acompanhei muitas vezes a jornalista Fernanda Lira antes dela começar com a banda Nervosa, já a admirava nos programas Maloik, e nas suas entrevistas com grandes nomes do metal para revistas, etc. Quando a Nervosa surgiu, eu trabalhava com a banda Muqueta na Oreia, e tentei organizar uns eventos com essas duas bandas. Conversei com a Fernanda e perguntei o que ela achava do Muqueta abrir o show para elas. Fernanda com uma simplicidade incrível, me disse: "magina, cara, nós que temos que abrir para o Muqueta!". Achei muito legal isso. Talvez seja daí que venha todo o seu sucesso e da sua banda. Vemos muitas pessoas arrogantes nesse meio, inclusive nesse Rock in Rio mesmo, um grande amigo me contou sobre um famoso vocalista de uma banda de metal. Mas isso é uma outra história...
Ainda era cedo, mas eu já estava com o pescoço dolorido de tanto banguear, a próxima banda, ou as próximas a se apresentarem, seriam o Claustrofobia e o Torture Squad. Todos estavam ansiosos aguardando o encontro dessas bandas com a lenda do metal, Chuck Billy do Testament.
Vou deixar para falar sobre o Claustro mais pra frente, antes quero comentar sobre o Torture Squad. O Torture já tocou no maior festival de metal do mundo: O Wacken Open Air. Com quase 30 anos de história, com mais de 10 discos lançados, a banda atualmente é formada por: Mayara Puertas (vocalista), Rene Semionato (guitarra), Castor (baixo) e Amílcar Christófaro (bateria). A banda já teve muitas formações, mas muitos dizem que essa atualmente é o melhor line up da banda. May "undead" é uma frontman espetacular, alternando guturais com agudos com a mesma intensidade, uma curiosidade é que a Fernanda Lira da Nervosa indicou a Mayara para entrar no Torture Squad, na época, Amílcar namorava a Fernanda. Após esse momento "Nelson Rubens", vamos voltar a falar sobre o poderoso show do Torture. Com imagens do clipe de "Blood Sacrifice", essa faixa está no último disco da banda "Far Beyond Existence", e com a performance da Maha Kali, a deusa hindu, no palco, interagindo com a vocalista do TS, deu um brilho especial a apresentação mais do que espetacular da banda. Com mais duas músicas: Horror and Torture e Raise your Horns, que tem o refrão perfeito para esse dia do metal no Rock in Rio: "I'm a banger!".
Os caras do Torture são gente fina pra caramba, estive duas vezes no estúdio deles, e pra mim foi a realização de um sonho, ver uma banda tão foda ao vivo, ali, só pra mim, em um ensaio rotineiro. Fiz uma entrevista com eles, está aqui no blog, clique nas tags aqui do lado direito e leia uma das entrevistas mais legais que fiz na minha carreira de jornalista.
Antes do Torture Squad subir ao palco, vi meu grande amigo, Stephan Natal, o popular "Gordão", trabalhando como roadie, me deu um puta felicidade ver meu amigo realizando também um sonho, eu sei o tanto que o Gordão trabalha, gritei pelo seu nome, ele me viu e me acenou, botando a mão no peito, e no coração, sem palavras, mio fratello.
Daqui a pouco continuo falando sobre o Torture e sobre o encontro que aconteceria entre o Claustrofobia, o Torture e o Chuck Billy do Testament.
Ao término desse encontro, eu já estava podre, muito cansado, e ainda eram umas17 horas... Escutei o Sepultura de longe, até estranhei, porque o show da maior banda de metal do Brasil de todos os tempos, estava programado para começar às 18 horas. Mas, como a minha sede era muito grande, bebi um litro de refrigerante, e fui até o palco Mundo conferir o SEPA.
Com a plateia já quase em 100 mil pessoas, o Sepultura fez um show habitual do grupo: ou seja, não deixam pedra sobre pedra. Andreas soltou que a banda estava fechando a turnê do último disco "Machine Messiah", que exatamente havia começado no último Rock in Rio. A banda divulgou a capa e nome do seu próximo disco que será lançado em 2020- "Quadra", e tocaram uma canção nova. Será que o álbum será inspirado no Império Romano?
Depois do show da banda globalizada, no melhor da palavra, era a hora de procurar um lanche e caçar as camisetas do festival.
Com dois sanduíches e muita água na cachola, era a hora de presenciar o último show do Slayer em terras tupiniquins. Eu já estava muito cansado, como mencionei acima, mas queria curtir o show numa boa, porém,no show do Slayer você não consegue curtir numa boa, você tem que entrar nas rodas, e não tinha como escapar, era mosh para todos os lados, inclusive com sinalizadores acessos no meio do público. O Slayer fez um show digno de uma banda que dá medo. Hoje em dia é raro isso. Nos tempos atuais, é todo mundo bonzinho fazendo rock and roll.
Chegava a hora de dar mais uma volta, resolvi dar um pulo na roda gigante. Imaginei que ficaria umas duas horas na fila, até que foi rápido. Conheci um casal e uma família bem legais. Nesses festivais, mesmo você estando sozinho, você acaba conhecendo e conversando com muita gente bacana.
Na roda-gigante tive um dos momentos mais bonitos da minha vida. O show do Iron Maiden começou e eu assisti lá de cima. Foi épico. Quem diria que um dia assistiria um show da banda mais famosa do metal mundial junto com o Metallica, de uma roda gigante?! Foi surreal, eu só podia abrir um sorriso e agradecer os deuses do metal por um momento como esse.
O show do Helloween e do Antrax eu vi bem pouco, então não posso falar muito. Escutei muitos elogios sobre o show do Antrax. Helloween não é minha praia, mas alguns amigos falaram que foi um belo concerto.
Era quase meia noite, mandei mais um lanche, dessa vez do Cão Véio, do Henrique Fogaça, e resolvi que iria conhecer mais um pouco o parque olímpico e o Rock in Rio. Cheguei na parte da música eletrônica. Estava lotado. Do lado tinha uma montanha russa. Criei coragem e fui. Fazia anos que não entrava numa montanha russa. Quando desci da montanha russa, me deu uma bela dor nas costas. Quase 40 anos, não é mole. E ainda fora de forma. Hoje aqui em São Paulo, na volta, depois de 15 horas em pé, estou com bolhas no pé, e dor por todo o corpo. Mas valeu a pena. Sempre vale.
Não aguentei ver o show do Scorpions. Foi até melhor. Saí em um momento bem tranquilo. Peguei o BRT, e o metrô de volta para "casa". O inusitado aconteceu dessa forma: era quase duas da manhã, eu e mais 6 gatos pingados descendo na estação Nossa Senhora da Paz, a porta da estação estava fechada, mas, era só a gente abrir. Provavelmente fizeram isso para "despistar" os ladrões e mendigos.
Eu falei muito de sonhos nesse texto, de como deve ser difícil você batalhar para um dia chegar ao maior festival do mundo. As pessoas tem sonhos, alguns são bem fáceis de se realizar, outros só conseguem em outras vidas, ou só sonhando mesmo, e acordando suado por ter percebido que era só um "sonho". Pode ser o sonho da garota que vendia energético na saída do Parque Olímpico, ela me contou que sonhava em ver o seu time do coração no estádio. Pode ser um sonho de um garoto que um dia colocou a guitarra nas costas e disse para Deus e o mundo: " eu vou tocar no Rock in Rio!".
Lá pelos meus 13/14 anos, comecei a escutar Heavy Metal. É claro que a banda que me chamou a atenção e me fez apaixonar pelo estilo foi o Sepultura. Só o nome já amedrontava. E eles eram brasileiros!
A banda já fazia sucesso no mundo inteiro. Eu já estava viciado no Sepultura. Consumindo tudo e mais um pouco sobre a banda.
Porém, nessa mesma época, eu vivia assistindo à MTV, e em um programa de disputa entre bandas, surgiu o nome do Claustrofobia. Eu fiquei impressionado com aqueles moleques, na época eram todos adolescentes. Assim como eu. Eu que não conhecia nada de metal naquela época, principalmente desse estilo. Me vi representado por aqueles caras. Eu sempre tive isso em minha vida: porra, poderia ser eu ali! Muitas vezes eu gostava mais da referência do que do original. É engraçado isso, tem várias bandas clássicas no rock que eu não gosto muito, mas gosto das bandas que se inspiraram nos medalhões. Com o Claustro foi uma identificação logo de cara. Parecia um sonho de moleque. Olha só, os caras com essa idade tão fazendo um som inspirados por uma outra banda que eu amo. Os caras são irmãos também. Vocalista e batera também. Eu era loiro igual eles. Se não tivesse perdido os cabelos, teria o cabelo do mesmo jeito (risos).
Eu fui acompanhando a banda, naquele tempo sem internet, a gente não sabia se a banda tocava, se ainda existia. Eu lembro que sempre ia até a Galeria do Rock perguntar "o Claustrofobia lançou um álbum?
Até que em 2000,eles lançaram o primeiro. Eu tinha 18 anos. E assim minha vida, como de muitos fãs da banda, e como muitos fãs de metal, minha vida foi seguindo paralela ao Claustro. Eu mostrava para todos os meus amigos que curtiam rock/metal o som dos caras, eu fiz amigas que não curtiam esse som irem no show no Outs na augusta. Eu fiz minha ex-namorada ir comigo no lançamento do dvd da banda.
O Claustro foi evoluindo, mantiveram a mesma formação por quase 20 anos: Marcus D'Angelo (vocalista e guitarrista), Alexandre de Orio (guitarrista), Daniel Bonfogo (baixista) e Caio D'Angelo (baterista).
É bem louco isso, uma banda ir acompanhando todos os passos da sua vida. Quando eu os conheci, eu estava no ginásio, depois colegial, na faculdade eu apresentei e emprestei todos os discos que tinha da banda para meu amigo Rodrigo. Fomos até na Expo Music ver os caras.
Até que em 2016 eu virei brother dos caras. Comecei a conversar com meu grande ídolo: Marcus. Ele viu que eu era muito fã, leu as coisas que eu escrevi sobre a banda e me convidou para estar com eles no Circo Voador, o Claustro iria ser a banda de abertura do Soulfly. Eles fizeram eu conhecer o meu outro grande ídolo: Max Cavalera. Só isso.
Em 2019, recebemos a notícia que muitos fãs esperavam: o Claustro entrou para o line up do maior festival do mundo!
Com 6 discos e um ep lançados, o Claustro tocou pela primeira vez no Rock in Rio.
Atualmente a banda conta na formação com Marcus, Caio e Rafael Yamada (baixista). Eu nunca tinha visto um show deles com esse line up. E calhou de ser no maior festival do mundo: Rock in Rio!
A banda abriu o show com "Pinu da Granada", do álbum "Peste", tocaram "Metal Malóka" e "Bastardos do Brasil" e fecharam com "Peste", não
sem antes tocar o mais novo single "Vira Lata".
Depois desses petardos, era a hora de chamar o Torture de novo para tocar com o lendário Chuck Billy do Testament. Foi uma aula da metal, com clássicos da banda americana.
Ao término dessa junção magnífica, eu só conseguia ver os olhos brilhando de todos os familiares das bandas presentes: o pai e a mãe dos três irmãos D'Angelo, o Bruno é o "chefinho" como dizem, faz de tudo pelo Claustro, ele que põe ordem na casa (risos), foi legal também o pulo que a mãe do Rene Semionato deu em cima do filho.
Foi um sonho realizado para todo mundo. Desde os roadies, aos assessores de imprensa: Phil Lima, Gleison Junior, os músicos e os fãs das três bandas que abriram o evento. Obs: eu criei uma playlist no Spotify com essas três bandas, o nome é Rock in Rio Metal Nacional.
Quando entrei no Rock in Rio estava tocando Beatles, quando eu saí, também. Talvez isso seja emblemático, da banda que mudou o conceito, ou criou o conceito do que é um fã.
Um dia sonhei que assistiria o Claustro no Rock In Rio, eles há anos mereciam isso.
Eles conseguiram!!!
Quero agradecer ao meu Godfather, que também é um excelente músico
, pela estadia, e pelo ingresso! Ajudou a realizar mais um sonho, um sonho de um moleque que sempre acompanhou a sua banda do coração, e esteve com eles no maior sonho de suas vidas! Parece uma vitória também minha!
Acredite!
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
sábado, 6 de julho de 2019
HARDCORE COMBATIVO
É com grande satisfação que entrevistamos uma das melhores bandas de thrash/hardcore da atualidade, o Surra!
Conversamos com o baterista Victor Miranda, ele nos deu uma visão interessante dessa banda que desde 2012 está desbravando o mundo com o seu som. Confira que ficou bem legal!
Pedrock Press: Desde o primeiro trabalho do Surra, o ep clássico "Bica na Cara", vocês já lançaram vários álbuns, eps, dvd, o que vocês podem dizer desses 7 anos de batalhas no underground?
Victor: São 7 anos de teimosia, tentando fazer barulho e ser levado minimamente a sério. Acho que ainda temos muito chão pela frente, até agora o que fizemos eu acho que foi só uma construção para a gente achar o nosso caminho. Agora temos que ir em frente, não tem jeito. Eu sempre digo que ter uma banda não é uma corrida rápida de 100m, mas sim uma maratona extremamente cansativa. Quem tem mais resistência, colhe os frutos no final.
Pedrock Press: A banda está lançando o "Escorrendo pelo Ralo", o que vocês podem destacar nesse novo play? Como foi a gravação e as composições?
Victor: Esse disco levou 2 anos para ser feito e, acho que isso é unânime na banda, saiu bem do jeito que nós tínhamos imaginado. Apesar de trabalhão que deu, desde o processo de fazer as músicas no Estúdio Warzone, até fazer todas as sessões de gravação e mixagem no Family Mob, no final ficou um resultado muito gratificante.
Pedrock Press: Vocês fizeram várias turnês pelo Brasil, o nosso país deu uma melhorada nas infraestruturas dos eventos ou ainda está complicado organizar shows?
Victor: Acho que depende muito do local e do tipo de evento. No Brasil, especialmente em alguns lugares, existem alguns desafios logísticos que são bem complicados. Uma vez fomos tocar no interior do Pará e um rapaz estava contando que uma banda gringa foi tocar lá e queriam achar um silver tape pra vender, e isso simplesmente não existia em nenhum lugar da cidade. Então eu acho que a cobrança de infraestrutura tem que ser algo realista. É óbvio que em um evento de prefeitura, com milhares de reais investidos, o mínimo que se espera é que tenha uma estrutura boa de som, mas em eventos menores, muitas vezes temos que contar com o esforço da organização e de nós mesmos das bandas para compensar as deficiências técnicas.
Pedrock Press: Como é a recepção dos europeus ao som do Surra?
Victor: De todas as vezes que nós fomos, agradou bastante. Eles acham bastante curiosa a mistureba de sons rápidos que a gente faz, ao mesmo tempo que se mostram curiosos para saber das letras, da situação do país, etc... Acho que nós temos muita influência de bandas daqui mesmo, que possuem uma identidade reconhecida internacionalmente. Isso é bacana. Tentar levar pra lá o nosso jeito de fazer música rápida e extrema.
Pedrock Press: Vocês poderiam citar 5 bandas que vocês estão ouvindo atualmente...
Victor: Falando por mim, eu tenho ouvido bastante:
Devil Master - uma banda dos EUA que mistura um punk/hardcore com algumas coisas de Black Metal. Achei demais.
Night Birds - é tipo um Dead Kennedys, misturado com Adolescents, e letras que falam sobre filmes do John Carpenter.
Ratos de Porão - acho que dispensa comentários
Converge - uma das maiores bandas do underground mundial. É uma inspiração que vai além da parte musical.
King Gizzard & the Lizard Wizard - uma banda australiana com 2 bateras, 3 guitarras... Cada disco deles é um tipo de som diferente, com uma temática diferente. É uma das bandas mais doidas que eu já ouvi. O último trampo deles têm sido lançar vários singles de Thrash Metal, um estilo que eles nunca tinham explorado antes.
Pedrock Press: Aqui na Pedrock Press, nós temos uma pergunta clássica que é: o que o rock significa pra vocês?
Victor: Pra mim significa o estilo de música que abriu todo um mundo pra mim desde criança. Estimulou a minha imaginação e, de uma forma e de outra, moldou quem eu sou hoje.
Pedrock Press: Valeu pela entrevista. Se quiserem, deixem um recado final...
Victor: Muito obrigado pelo espaço!
Conversamos com o baterista Victor Miranda, ele nos deu uma visão interessante dessa banda que desde 2012 está desbravando o mundo com o seu som. Confira que ficou bem legal!
(Da esquerda para a direita: Victor Miranda- batera, Leeo Mesquita- guitarra e voz, Guilherme Elias- baixo e vocal)
Pedrock Press: Desde o primeiro trabalho do Surra, o ep clássico "Bica na Cara", vocês já lançaram vários álbuns, eps, dvd, o que vocês podem dizer desses 7 anos de batalhas no underground?
Victor: São 7 anos de teimosia, tentando fazer barulho e ser levado minimamente a sério. Acho que ainda temos muito chão pela frente, até agora o que fizemos eu acho que foi só uma construção para a gente achar o nosso caminho. Agora temos que ir em frente, não tem jeito. Eu sempre digo que ter uma banda não é uma corrida rápida de 100m, mas sim uma maratona extremamente cansativa. Quem tem mais resistência, colhe os frutos no final.
Pedrock Press: A banda está lançando o "Escorrendo pelo Ralo", o que vocês podem destacar nesse novo play? Como foi a gravação e as composições?
Victor: Esse disco levou 2 anos para ser feito e, acho que isso é unânime na banda, saiu bem do jeito que nós tínhamos imaginado. Apesar de trabalhão que deu, desde o processo de fazer as músicas no Estúdio Warzone, até fazer todas as sessões de gravação e mixagem no Family Mob, no final ficou um resultado muito gratificante.
Pedrock Press: Vocês fizeram várias turnês pelo Brasil, o nosso país deu uma melhorada nas infraestruturas dos eventos ou ainda está complicado organizar shows?
Victor: Acho que depende muito do local e do tipo de evento. No Brasil, especialmente em alguns lugares, existem alguns desafios logísticos que são bem complicados. Uma vez fomos tocar no interior do Pará e um rapaz estava contando que uma banda gringa foi tocar lá e queriam achar um silver tape pra vender, e isso simplesmente não existia em nenhum lugar da cidade. Então eu acho que a cobrança de infraestrutura tem que ser algo realista. É óbvio que em um evento de prefeitura, com milhares de reais investidos, o mínimo que se espera é que tenha uma estrutura boa de som, mas em eventos menores, muitas vezes temos que contar com o esforço da organização e de nós mesmos das bandas para compensar as deficiências técnicas.
Pedrock Press: Como é a recepção dos europeus ao som do Surra?
Victor: De todas as vezes que nós fomos, agradou bastante. Eles acham bastante curiosa a mistureba de sons rápidos que a gente faz, ao mesmo tempo que se mostram curiosos para saber das letras, da situação do país, etc... Acho que nós temos muita influência de bandas daqui mesmo, que possuem uma identidade reconhecida internacionalmente. Isso é bacana. Tentar levar pra lá o nosso jeito de fazer música rápida e extrema.
Pedrock Press: Vocês poderiam citar 5 bandas que vocês estão ouvindo atualmente...
Victor: Falando por mim, eu tenho ouvido bastante:
Devil Master - uma banda dos EUA que mistura um punk/hardcore com algumas coisas de Black Metal. Achei demais.
Night Birds - é tipo um Dead Kennedys, misturado com Adolescents, e letras que falam sobre filmes do John Carpenter.
Ratos de Porão - acho que dispensa comentários
Converge - uma das maiores bandas do underground mundial. É uma inspiração que vai além da parte musical.
King Gizzard & the Lizard Wizard - uma banda australiana com 2 bateras, 3 guitarras... Cada disco deles é um tipo de som diferente, com uma temática diferente. É uma das bandas mais doidas que eu já ouvi. O último trampo deles têm sido lançar vários singles de Thrash Metal, um estilo que eles nunca tinham explorado antes.
Pedrock Press: Aqui na Pedrock Press, nós temos uma pergunta clássica que é: o que o rock significa pra vocês?
Victor: Pra mim significa o estilo de música que abriu todo um mundo pra mim desde criança. Estimulou a minha imaginação e, de uma forma e de outra, moldou quem eu sou hoje.
Pedrock Press: Valeu pela entrevista. Se quiserem, deixem um recado final...
Victor: Muito obrigado pelo espaço!
Pedrock Press: Escutem o último álbum da banda abaixo, recomendamos urgentemente!
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
GORDÃO, O REI DO GROOVE!

Entrevistei esse grande baterista e ser humano, Stephan Natal ( Gordão), músico que leva o seu ritmo para todos os cantos do país.
Em uma entrevista sincera e emocionante, Gordão revela todo o seu amor pela música.
Confira:
Pedro: Stephan Natal, nos conte um pouco como foi o seu começo como músico
Stephan: Eu comecei a tocar bateria com 13 anos, sempre quis estar envolvido com música, meu pai foi baterista do Renato e seus Blue Caps, a vida inteira ele me mostrava os discos, envolvia muita música, então isso aí já me influenciou desde criança. Então aos 13 anos eu comecei a tocar bateria, fui aprender violão, não consegui aprender violão, a professora falava pra mim: como violonista você dá um excelente baterista... eu ia pra aula, ficava batucando no violão, não conseguia tocar. Aí voltei a tocar bateria, aí graças a Deus me desenvolvi no instrumento. Aí quando eu tinha 17 anos fiz meu primeiro show com uma banda chamada Letal Gab, que era cover de Red Hot Chili Peppers, depois a gente começou a escrever umas músicas próprias, mas era uma formação de adolescente, ninguém queria se profissionalizar, a gente só queria tocar, tirar uma onda, e logo acabou. Tive uma outra banda de pop rock, que eu tive a honra de trabalhar junto com o Anderson, que foi baixista do Kiko Zambianchi, ele era o produtor da minha banda, um ser humano "iluminadaço", infelizmente ele faleceu há 2 anos, foi o cara que me ensinou a respirar música, de verdade, o cara que me ensinou a tirar o som do instrumento, ele falava que tinha que fazer a bateria falar, que o difícil é fazer o fácil, então por isso que meu estilo de tocar batera é... não sou um baterista rápido, mas eu sou um baterista constante, eu gosto de tocar groovão, segurar o groove, poucas viradas, mas as viradas que eu toco são aquelas que falam, que a pele ressoa, sacou? Depois eu tive o Stanka , na sequência eu trabalhei como produtor, nesse meio tempo trabalhei como roadie e estou trabalhando como roadie profissional e baterista profissional do Rage Against The Machine Tributo Brazil.
Pedro: Sempre sonhou em ser músico ou a vida te fez seguir por esse caminho?
Stephan: Eu sempre fui muito influenciado pelo meu pai, meu pai escutava bastante rock and roll, bastante blues, bastante jazz, rock nacional bastante também, então eu sempre tive essa veia musical, eu acho que tudo na infância contribuiu para eu me tornar músico, porque meus pais compraram pra mim um tecladinho de criança, eu já começava a fazer barulhinho, fui crescendo escutando os discos que meu pai gravou com o Renato e seus Bluecaps, acho que ele gravou um disco só, o primeiro. Meu pai era amigo do Nescau, o cara que fez o jingle "Pizza com Guaraná", tocou com ele em outra banda, então eu sempre fiquei envolvido nesse meio musical, nunca tinha levado em consideração isso, até montar uma banda de pop rock chamada Irã, que foi dos meus 18 até os 20 anos, foi onde eu conheci o Anderson, produtor da minha banda, o baixista do Kiko, que eu comentei anteriormente, ele tocou com o Ordep, aí ele abriu minha mente, e me mostrou a possibilidade da profissionalização da música, fora do mainstream, que o pessoal tem dificuldade em enxergar esse tipo de coisa, então ele mostrou pra mim que é possível sim viver de música sem estar na mídia. O pessoal acha que não existe isso, né?! Que músico é igual a mídia, mas não, pelo contrário, pouquíssima parcela dos músicos que estão na mídia, na tevê, na rádio,a grande safra dos músicos mesmo, grandes músicos, às vezes a gente nem escuta falar, a partir dessa banda eu comecei a me profissionalizar, comecei a trabalhar de roadie também, comecei a aprender também e me apaixonei pelo backstage e estou até hoje.
Pedro: Na sua família existem outros músicos?
Stephan Gordão: Como falei antes, meu pai tocava bateria, minha mãe é artista plástica, os meus dois avós... um foi desenhista industrial e o outro era ator, então minha família sempre respirou arte, sempre teve artista, não digo necessariamente músico, mas um foi pro lado da música, outro para as artes dramáticas, tenho um primo que fez curso de palhaço, ele é palhaço profissional, então minha família sempre respirou arte, e isso é uma coisa bem legal. Tem meu irmão também que tocou comigo no Irã, no Stanka durante muito tempo a gente trabalhou junto, então todo lado da minha família que você olha assim tem arte acontecendo, com certeza isso me influenciou pra caramba, porque eu cresci nesse meio, no meio do desenho, da pintura, da escultura, da música, da gravação, do teatro, do circo...
Pedro: O que a música significa pra você?
Gordão: A música pra mim é tudo, até quando você não trabalha com música, você está cercado por música, escutando rádio, conversando sobre música, é uma maneira de se expressar fora do mundo escrito, de colocar todo o sentimento que você tem dentro de uma música, de uma letra, de um groove, de uma linha de guitarra, de uma linha de baixo, do canto, do batuque, qualquer coisa. Acho que a música é a válvula de escape do ser humano conseguir respirar fora dessa sociedade louca, acho que ela sempre existiu como N maneiras, seja como contestação, entretenimento, mas ela sempre vai existir, ela sempre vai ser essa válvula de escape, quando você vai num rolê escutar uma música pra extravasar, você vai fazer o show, escutar o show da banda que você gosta, vai ver o show da banda que você gosta, acho que até quando não tem música necessariamente dito, o instrumento, coisa gravada, a música está presente, então é a coisa mais maravilhosa que existe, que o homem consegue trabalhar com pureza, se você for pensar música é um negócio puro, a parte artística, vamos levar em consideração a parte artística, é um negócio puro, não tem preconceito, não tem homofobia, não tem racismo, não tem nada, na sua essência, então é a melhor coisa que existe no universo é a música, as frequências, as cores que as frequências pintam são as melhores coisas que existem.
Pedro: Quantas bandas você já teve?
Gordão: Eu sempre tive bandinha quando era menor, mas quando eu comecei a fazer banda de verdade, foi o Letal Gab, foi a primeira banda que eu tive, era cover de Chili Peppers, depois a gente começou a fazer música própria, era na época que eu morava em Barueri, então, a gente fez vários shows ali na área, tinha uma galerinha que colava, eu tinha 17, 18 anos, mas durou pouco tempo porque o pessoal estava no colegial, ia fazer faculdade, então acabou que não durou, depois tive uma banda que chamava Irã, como falei antes, que era de uns amigos meus, o Anderson era o produtor, vou repetir de novo, porque esse cara era o mestre do bagulho! A gente chegou a gravar um disco, só que a gente nunca lançou porque... apesar de todo mundo querer se profissionalizar, era muito diferente o que cada um queria, então tinha um cara que queria ir pro sertanejo, tinha um cara que queria ir pro rock, outro que queria tocar psicodélico, então a gente não chegou num consenso, acabou ficando um pouco nonsense, como cada música era de um cara da banda, tinha uma música minha, tinha uma música de um cara, então a banda tocava um pouco de tudo e não fazia sentido nenhum, não se encaixava em lugar nenhum e a gente achou melhor não lançar o disco e terminar o trampo. Depois eu fiz o Stanka, que eu fiquei de 2013 até 2016, e foi onde eu consegui as melhores coisas dentro da música. Tocamos com o NXZero, tocamos com o Capital Inicial, tocamos com o Glória, Karol Conca, Dead Fish, um monte de banda, fizemos turnê pra fora de São Paulo, fizemos turnê em cinco estados diferentes, lançamos três trabalhos gravados, dois eps, um ep em estúdio, outro ep ao vivo, e um disco de estúdio, tivemos clipe na televisão, demos bastante entrevistas, saímos em jornal, então em Osasco, que a cidade onde o Stanka se formou, cidade natal da banda, então a galera trombava a gente na rua, tirava foto, conhecia a banda mesmo, era uma parada bem legal, tivemos bastante retorno do público com esse trampo.
Pedro: Como conheceu o Rage Against The Machine?
Gordão: Eu conheci o Rage Against The Machine através do meu irmão, meu irmão mais velho, o Rafael, grande responsável por eu estar na música, porque ele gostava muito de metal, então eu comecei a ouvir Iron Maiden com ele, eu tinha 8 anos, e o Rage Against The Machine... escutei através dele também , ele tinha o LP, o primeiro, clássico... nossa, na hora que eu escutei aquilo ali, eu pensei: nossa senhora eu preciso ter uma banda assim! Devia ter uns 12 anos,a primeira vez que escutei Rage, 11/12 anos, tanto é que o Stanka é fortemente influenciado por Rage, em questão de lógica, os riffs são compostos guitarra e baixo dobrados, quem escrevia a maioria dos riffs era meu irmão, o Lucas, então ele tem muita influência de Whitesnake, então os riffs iam muito por esse lado do hard rock, só que a parte do groove, do rap, essa ideia de guitarra e baixo dobrado...
Pedro: Como surgiu a ideia de montar o RATM Tributo Brazil?
Gordão: Quand tínhamos o Stanka, quando eu estava no Stanka, eu já tinha essa vontade de montar esse trampo mais pra homenagear os caras mesmo, entendeu? Não era nada pra ganhar dinheiro, não era nada além de uma homenagem, eu não tinha a ideia de fazer vários shows, porque a gente tinha o Stanka e trampo autoral exige muita dedicação, muito foco. No final do Stanka, eu estava trabalhando só de roadie, e surgiu uma ideia, surgiu a ideia de fazer o RATM Tributo Brazil, aí a gente tinha uma turnê marcada com o Stanka no Rio Grande do Sul, mas aí como não virou, essa turnê não aconteceu por n motivos, eu não podia desmarcar os shows , então o que eu falei: vou pegar uma galera e vou tocar Rage Against The Machine e foi isso que eu fiz, aí eu juntei meu irmão, na época que tocava comigo no Stanka, chamei o Gabriel, que foi baterista da Organic, e o Clint , que é um músico e uma pessoa espetacular, e aí a gente foi, e a aceitação foi muito boa da galera no sul, o pessoal pediu pra gente voltar, falei com os moleques pra gente continuar, e todo mundo resolveu continuar. E hoje graças a Deus estamos com várias turnês agendadas gigante, 3, 4 estados, várias bandas envolvidas, várias bandas autorais envolvidas também, e graças a Deus tá virando, a galera tá curtindo, o pessoal no Facebook manda mensagem falando que estão adorando, falando que colou no show, gostou pra caramba, então tá muito bom, pelo menos a gente está conseguindo fazer um trabalho bem feito, é muito difícil chegar próximo dos caras( Rage), porque é uma banda muito singular, um power trio, mas na verdade é como se fosse um sample para o Zack de La Rocha rimar, a banda inteira é como se fosse um dj, essa constância com a parede sonora com baixo e guitarra colado, com as linhas de guitarra, com batera, todo mundo junto, é difícil, então a gente está conseguindo ter um resultado satisfatório tanto para nós como pra galera que gosta de Rage e cola no show pra ver Rage, experiência completa.
Pedro: Os próximos passos da banda, quais são?
Gordão: Vamos lançar uma série de vídeos tutoriais da galera da banda tocando as músicas, ensinando como se toca, algumas músicas, algumas peculiaridades da banda, instrumentos, set de pedal, de corda, de digitação, pra ficar tudo mais próximo, pro pessoal que gosta de Rage conseguir ver o vídeo e sacar os macetes que é difícil de sacar, a gente precisou ver várias e várias vezes os vídeos, e o Rage tem uns vídeos antigos que é muito difícil de perceber o que está sendo feito, porque o som é ruim, a imagem é ruim, então a gente conseguiu transpor isso pra nossa realidade e a gente vai fazer um vídeo pra galera que curte Rage e toca, e esse vídeo é para os músicos que tocam e que querem tocar Rage, que curte sacar os macetes, como é que toca, tal da parte da música, o que o cara faz, etc, então esse é o próximo plano, a gente está com uma turnê agendada na Argentina para 2019, e em 2019 eu quero consolidar a banda, quero consolidar o tributo como melhor tributo Rage Against The Machine do Brasil. É difícil, tem muita banda boa, não é nem questão de competição, sacou? É questão de proposta, tem muita banda boa aí, mas a única banda que tem a proposta de fazer uma homenagem para os caras 100% fiel é a nossa. Então quero consolidar o nome, quando a galera pensar em tributo de Rage, pensar na nossa banda. Tem uns patrocínios bem legais que a gente tá fechando, de amplificador, de baqueta, enfim, tem muita coisa louca acontecendo, dentro do possível.
Pedro: Conte alguma história curiosa que você já passou em turnês.
Gordão: Tem um acontecimento muito engraçado na época que eu tava no Stanka, foi a primeira turnê nossa no estado de São Paulo, foi a primeira vez que a gente saiu da cidade de São Paulo pra fazer show, a gente foi pro Mato Grosso do Sul fazer uma turnê lá, e a gente foi na camionete do Xirum, que era o vocalista na época, e aí na volta o que aconteceu? A camionete quebrou , ela já vinha fazendo uns barulhos e ela quebrou, na divisa Mato Grosso do Sul com São Paulo, bem na divisa, a gente ficou desesperado, a gente tava numa cidade que chamava Presidente Epitácio, na época a cidade nem no Google tinha de tão pequena que era, eram 15 lotes, cada lote com duas casas, e uma igrejinha e um centrinho, e a gente desesperado, a gente ficou dois dias na estrada com o carro quebrado, dormindo no acostamento, pedindo carona para os caminhoneiros que passava, nenhum ajudou, o carro lotado de instrumento, 5 caras dentro carro, e o João, que é o nosso roadie, que trabalha com a gente no RATM Tributo Brazil tava junto também, e a gente conseguiu chegar num hotelzinho que tinha ali, nós fomos a pé, deixamos o carro no acostamento e fomos a pé, tinha um hotel do outro lado da estrada, sentido Mato Grosso do Sul um pouco mais pra frente. Conversamos com a proprietária do hotel, a gente explicou a situação pra dona do hotel, e ela deixou a gente passar uma noite lá, pra gente não dormir na rua. Nós fomos pra lá, tivemos que empurrar o carro os 4 km até achar o retorno , porque não podia largar o carro no acostamento, voltamos, chegamos no hotel e dormimos, no dia seguinte todo mundo acordou desesperado de bravo porque a gente já tava 3 dias fora do cronograma, a gente tinha show em São Paulo, a gente não podia falhar, aí tem uma amiga nossa que morava numa cidade (Dracena) próxima ao local onde nós estávamos, nós ligamos pra ela, "oi, Ana, aconteceu isso, isso e mais isso, nós estamos na estrada há 3 dias, será que a gente tem como passar na sua casa? Só que como que nós iríamos para Dracena de Presidente Epitácio? A sorte é que a rodovia tem aqueles guinchos que quando o carro quebra você chama o guincho e ele te leva até o posto mais próximo, nós chamamos o guincho, o serviço de atendimento, nós conversamos com o cara, falamos que estávamos há 3 dias na estrada, tem como você levar a gente pra Dracena? Ele falou que não poderia levar porque essa rodovia que ele trabalhava não ia pra Dracena, teoricamente ele deveria deixar a gente no próximo posto, só que o cara viu que a gente tava na merda ali, então o que ele fez? Levou a gente até a entrada da estrada, que é uma rodovia federal, que ia pra Dracena, dali nós teríamos que chamar outro guincho, porque era outra concessionaria que atuava, só que essa estrada que iria pra Dracena não tinha guincho, então o que a gente fez, nós juntamos os miúdos ali, vamos chamar um guincho, chamamos o guincho, cada um sacou o que tinha numa loja de conveniência de um posto, o cara deixou a gente passar o débito e deu um dinheiro pra gente, a gente inteirou 170 reais, que era o guincho, chegou um caminhão muito velho, que mal cabia a camionete em cima, ele andava empinado, porque era muito peso, era muito alto, a estrada escura, não tinha luz, o cara desligava o motor no descida, se não o carro parava de funcionar, porque era muito velho, sei lá, não sei o que tava acontecendo, então nas descidas na estrada, o cara desligava o guincho, e ficava tudo escuro, e a gente em cima do carro, com medo de tombar, porque tava muito alto, conseguimos chegar lá , a gente ficou uma semana em Dracena, a gente não conseguiu fazer os 3 shows que tinha em São Paulo, a gente precisou remarcar, o conserto do carro ia dar 4 mil reais, quebrou uma peça lá, e aí a gente começou a ir nas cidades próximas a Dracena e tocar cover nos bares, tocar de tudo, classic rock, pop rock, pra levantar dinheiro pra arrumar o carro. E a galera tava até procurando emprego lá, porque a gente não sabia se ia conseguir dinheiro pra arrumar a peça, a nossa amiga ia pra rua com a gente, porque nós íamos vender o cd, a gente vendia a 20 reais o cd, pra conseguir dinheiro pra tocar, além de tocar os covers nos bares à noite, aí depois de quase 2 semanas, a gente conseguiu juntar a grana, tocando em bar, vendendo cd na rua, e voltamos pra casa. Isso que eu resumi a história, daria um livro essa história. Na época foi preocupante, hoje, lembrando é engraçado.
Pedro: Suas palavras finais, Gordão. Valeu pela entrevista.
Gordão: De palavra final que eu queria falar pra rapaziada é correr sempre atrás do que você acredita, do que te faz feliz, dentro do seu coração, do possível, porque o sistema é bruto, ele não perdoa, o mundo não perdoa, então falar pra galera sempre correr atrás do que lhe faz feliz, e principalmente o pessoal que está na música, sentindo dificuldade, fazer o trampo se sustentar, se autossustentar, hoje no Brasil a gente tem uma realidade muito diferente, que os músicos tem mais de um emprego, não existe mais aquela coisa do cara ter a banda, só a banda ser o ganha pão dele, então hoje mais do que nunca, você tem, por exemplo, eu trabalho de roadie, vendo shows, escrevo projetos culturais, toco batera, tô dentro da música, tem vários amigos meus que trabalham em importadora de instrumento, fazem edição de vídeo, tem cara que trabalha em escritório que também tem banda, então não desanima não se a banda tiver ramelando no sentido de não estar conseguindo andar pra frente, porque às vezes o mercado está onde você não consegue enxergar, nem tudo é Faustão, nem tudo é televisão e rádio, então é enxergar a possibilidade onde não existe, ou melhor criar possibilidades, oportunidades onde não existe, então acho que esse aí é o segredo da parada, saber nadar conforme a maré. É isso.
terça-feira, 21 de agosto de 2018
A LUZ DO DOOM E STONER
Mais uma vez o Centro Cultural Zapata recebeu o festival Obscuro. Em sua terceira edição, o evento criado por Mariana Ferucio, esquentou a noite fria paulistana com seu line-up perfeito.
A casa estava lotada, provando mais uma vez que a cena de Doom/Stoner está de volta, graças ao trabalho minucioso da produtora SubMundo, que escolhe as bandas a dedo, com muito amor e dedicação no que faz.
Podemos atestar toda a satisfação do público presente em presenciar grandes shows, e curtir a exposição de roupas da Sacramento Wear e também as deliciosas tortas da Agnes Foster que eram vendidas no local.
A fotógrafa e tatuadora Aline Mazzetti Salvi e o fotógrafo Leandro Pena fizeram grandes cliques do evento, confira algumas a seguir do Leandro:
A primeira banda a se apresentar, Chant of the Goddness, está na ativa desde 2014, com uma proposta de levar o Sludge/Doom Metal a tocar em todos os lugares. A banda atualmente é formada por Renan Angelo ( guitarra e voz), Vinicius Biz ( baixo) e Guilherme Cillo ( bateria). Em 2017 lançaram seu primeiro álbum.
A tradicional banda Unholy Outlaw fez um grandíssimo show, músicos de primeira, que estão desde o final dos anos 90 fazendo o belo/poderoso doom & stoner metal. A galera ficou de boca aberta com o som dessa banda de Mogi das Cruzes.
Pra fechar o evento com chave de ouro, Tenebrário entrou no palco com seu Heavy/Doom de encher os olhos. A banda conta com Alexdog no baixo e voz, Eduardo Borrego na guitarra, Kaue Assis na outra guitarra e Waine Assis na bateria. O quarteto está em plena atividade desde 1997. Um dos pilares da cena. Foi muito legal assistir ao show desses caras.
No final do evento, a pergunta que ficou é: falta muito para a quarta edição??
A casa estava lotada, provando mais uma vez que a cena de Doom/Stoner está de volta, graças ao trabalho minucioso da produtora SubMundo, que escolhe as bandas a dedo, com muito amor e dedicação no que faz.
Podemos atestar toda a satisfação do público presente em presenciar grandes shows, e curtir a exposição de roupas da Sacramento Wear e também as deliciosas tortas da Agnes Foster que eram vendidas no local.
A fotógrafa e tatuadora Aline Mazzetti Salvi e o fotógrafo Leandro Pena fizeram grandes cliques do evento, confira algumas a seguir do Leandro:
Mariana Ferucio da SubMundo e o Yukio, um dos donos da Sacramento Wear.
O público prestigiando o evento
A primeira banda a se apresentar, Chant of the Goddness, está na ativa desde 2014, com uma proposta de levar o Sludge/Doom Metal a tocar em todos os lugares. A banda atualmente é formada por Renan Angelo ( guitarra e voz), Vinicius Biz ( baixo) e Guilherme Cillo ( bateria). Em 2017 lançaram seu primeiro álbum.
A tradicional banda Unholy Outlaw fez um grandíssimo show, músicos de primeira, que estão desde o final dos anos 90 fazendo o belo/poderoso doom & stoner metal. A galera ficou de boca aberta com o som dessa banda de Mogi das Cruzes.
Pra fechar o evento com chave de ouro, Tenebrário entrou no palco com seu Heavy/Doom de encher os olhos. A banda conta com Alexdog no baixo e voz, Eduardo Borrego na guitarra, Kaue Assis na outra guitarra e Waine Assis na bateria. O quarteto está em plena atividade desde 1997. Um dos pilares da cena. Foi muito legal assistir ao show desses caras.
No final do evento, a pergunta que ficou é: falta muito para a quarta edição??
domingo, 15 de julho de 2018
OZ TREMEU!
Nove bandas participaram do evento, com um grande sucesso de público e organização.
O festival é realizado há muitos anos, e conta com o apoio da prefeitura de Oz. Na organização, mais uma vez, tivemos a Ingrid Faria de Carvalho, Daniel Bianchi, Carlos Cblau, Fabrício Nickel, entre outros que fazem muito pela cena do rock na cidade.
Esse ano, pela primeira vez , infelizmente, o evento não contou com a presença de Junior Bertoldi- uma das pessoas que mais batalharam pelo rock and roll do Brasil- acabou falecendo, porém, deixou o seu legado que influencia muita gente. O festival foi dedicado a esse grande cara.
Por volta das 21:00, a banda de Embu das Artes, Muqueta incendiou o Centro de Eventos Pedro Bortolosso.
Com um set list caprichado, mesclando os dois álbuns e duas músicas do terceiro disco que sairá no final do ano, a banda fez valer o seu nome, e nocauteou todo o público presente com a sua parede sonora de metal pesadíssimo brasileiro.
Bruno Zito na guitarra e Cris no baixo e backing vocals
Henry na bateria
Ramires nos vocais e percussão
Fotos: Lili Souza
Esperamos ansiosamente pelo próximo evento no ano que vem.
Porque assim como o garoto que estava com a camisa do Muqueta, curtindo o show com uma intensidade e alegria incrível, nós sempre temos esperança que dias melhores virão para o nosso estilo predileto de som.
Você que é do rock, nós te saudamos!
segunda-feira, 25 de junho de 2018
UM DIA HISTÓRICO PARA O METAL NACIONAL
Por Rodrigo Söuza Killmister
O dia 24 de junho bem que poderia ser comemorado só a festa de São João, mas o que ocorreu foi o Metal, em plena Avenida Paulista, na qual tivemos três banda: Válvera, Muqueta na Oreia e Torrencial.
A primeira a se apresentar foi o Válvera, com seu Thrash Metal, ora cantado em português, ora cantado em inglês, divulgando seu segundo álbum, Back to Hell. Gláuber, o vocalista e guitarrista, manda muito bem com sua presença de palco, além de detonar com a sua Les Paul. Rodrigo Torres (guitarrista), Jesiel Lagoin (baixista) e Filipe Stress ( batera) fizeram um showzaço, botando o público em altas rodas e se divertindo como nunca.


A última banda da agradável tarde paulista, Torrencial, de Itapevi. No seu line-up: Carlos Ferreira na guitarra, Abner Oliveira na bateria e Pinguim nos vocais e na outra guitarra. Com seu Thrash Metal cantado em português, a banda intercalou seus sons, além do baixista Max inflamar discursos para a plateia.
Dizia que, precisamos nos unir, não adianta a galera ficar reclamando, e não estar num show de graça, com três bandas de qualidade do metal nacional. Concordamos com o grande Max!
Por falar na plateia, todos fizeram a festa, sejam headbangers, bebuns, idosos, cadeirantes, crianças...todos presentes nesse dia que entrou para a história do Metal Brazuka.
O dia 24 de junho bem que poderia ser comemorado só a festa de São João, mas o que ocorreu foi o Metal, em plena Avenida Paulista, na qual tivemos três banda: Válvera, Muqueta na Oreia e Torrencial.
A primeira a se apresentar foi o Válvera, com seu Thrash Metal, ora cantado em português, ora cantado em inglês, divulgando seu segundo álbum, Back to Hell. Gláuber, o vocalista e guitarrista, manda muito bem com sua presença de palco, além de detonar com a sua Les Paul. Rodrigo Torres (guitarrista), Jesiel Lagoin (baixista) e Filipe Stress ( batera) fizeram um showzaço, botando o público em altas rodas e se divertindo como nunca.

O Muqueta na Oreia entrou logo a seguir, eles são de Embu das Artes, com seu Thrashcore de primeira. Cantaram e tocaram as músicas dos dois álbuns, além de tocarem a novas Revolta e Anticristo, um dos pontos altos do show foi o medley de Sepultura, com as clássicas "Territory" "Arise" e "Roots Blood Roots". Ramires ( vocalista) faz de tudo, cantando com maracas, triângulo de forró, ele dominou a avenida. Bruno Zito- guitarrista, Cris- baixista e Henry- bateria completam essa gigante banda do metal brasileiro.

A última banda da agradável tarde paulista, Torrencial, de Itapevi. No seu line-up: Carlos Ferreira na guitarra, Abner Oliveira na bateria e Pinguim nos vocais e na outra guitarra. Com seu Thrash Metal cantado em português, a banda intercalou seus sons, além do baixista Max inflamar discursos para a plateia.
Dizia que, precisamos nos unir, não adianta a galera ficar reclamando, e não estar num show de graça, com três bandas de qualidade do metal nacional. Concordamos com o grande Max!
Por falar na plateia, todos fizeram a festa, sejam headbangers, bebuns, idosos, cadeirantes, crianças...todos presentes nesse dia que entrou para a história do Metal Brazuka.
Fotos: Mira Oliveira, Júlia Cestari e Alexandre Grunheidt (Ancesttral)
quarta-feira, 20 de junho de 2018
É ROCK OU É COPA DO MUNDO?
(Ah, o Rock and Roll...
Ele nos faz sair de casa, em qualquer situação: sem um real no bolso, tragédias, dissabores, vitórias e triunfos com a chuva molhando o rosto de quem nunca desistiu).
Sábado, dia 16 de junho, rolou o "Resenha Nostra", um evento espetacular realizado no Jai Club, com as bandas Instinto Animal, Forte Norte, Mattilha e Trayce.
O Instinto Animal abriu o festival fazendo um rock and roll da mais alta qualidade. O som da banda combinava com a decoração do ambiente: fitas K7. Um rock and roll puro, sem enrolação, um power trio que deixou muita gente em estado de euforia pura.
Dani Martins (batera), Léo Fernandes (vocal e guitarra) e Urso (baixo) são o Instinto Animal, uma banda que fez o evento começar com tudo. Anotem o nome dessa banda. Músicos de primeira, sons poderosos de um baixo, bateria e guitarra. Ah, não podemos deixar de falar que, gostamos da versão de "Que Beleza", de Tim Maia, realizada pela banda.
Forte Norte, a segunda banda a se apresentar, chegou com uma mistura de grunge, Deftones, stoner e uma pitada de hardcore. Natan Trindade (vocais), Pedro Quintana (guitarra), Wagner Alexandre (baixo), Fernando Gutierrez (guitarra) e Carlos Casagrande (bateria). Levantaram o público presente, e contagiaram até os integrantes das bandas Eutenia e Confronto que estavam no recinto.
A banda conta com letras bem fortes, observamos uma das mais legais: "prefiro morrer no caos..."
A casa estava lotada com muita gente vestindo a camiseta da banda Mattilha. Eles entraram no palco botando pra quebrar. Autênticos rockeiros dos anos 70, parecia que estávamos vendo as bandas clássicas de hard-rock que conhecemos ao longo da história desse estilo que tanto amamos. A banda foi fundada em 2010, porém os integrantes Ian Martini- bateria, Andy Einech- baixo, Victor Guilherme- guitarra e Gabriel Martins- voz , bebem dos grandes heróis do passado.
Os fãs cantavam com força todas as músicas, fazendo os músicos sorrirem com satisfação por verem seu mais novo trabalho, Bico Sujo, ganhar a boca das pessoas. Essa faixa vai integrar o mais novo álbum da banda a ser lançado em agosto, logo mais, fiquem ligados.
O Mattilha é aquela banda que agrada quem quer se divertir. É rock and roll, contagiante, inebriante, feito para beber e namorar, esquecer os problemas e dançar...
O mundo é tão difícil, precisamos de mais Mattilhas para desencanarmos de redes sociais, celulares, problemas, e curtir a vida. Ela é curta. O rock and roll é Highlander.
Ainda podemos destacar a guitarra incendiária e cristalina do guitar-hero Victor, o som que o maluco tira do seu instrumento é uma comunhão do Cosmos com o divino. Ou seria com o diabo?! Tanto faz, só conferindo pra crer em guitarristas únicos.
Pra quem toca desde os 9 anos, a guitarra é a extensão de sua alma, combinando a gentileza do roqueiro zen com a postura do rebelde de cabelos cumpridos.
Pra fechar a noite, tivemos a banda de metal-core, Trayce. A banda foi a vencedora do concurso para tocar no Rock na Praça, com grandes nomes do metal e do rock nacional. Fazem um som pesado e com bastante violência. Os cinco integrantes da banda estão na ativa desde 2007, com alguns álbuns e eps lançados, o último é o "Miragem". Confira o site da banda, é nota 10: https://www.trayce.com.br/
Aguardamos o próximo Resenha Nostra, porque o rock and roll é a nossa Copa do Mundo todo santo dia.
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